Blog dos Obsoletos (+de50)


Estupra, mas não mata?

O mar não está mesmo pra peixe lá pros lados do Senador José Sarney.

Mesmo depois da "matemágica" que reduziu de 664 para "apenas" 553 os assim chamados "atos secretos" do Senado não param de aparecer provas e evidências da participação de nosso ex-Presidente em toda a maracutaia: distribuição de cargos para a parentela e apaniguados, aumentos ilegais de salários e mordomias, ocupação de imóveis funcionais por pessoas não qualificadas... ufa! a lista de desmandos é incrível!

Aí vem o Presidente Lula, em defesa do Sarney,  no afã de manter o frágil e instável liame que une as forças que o apóiam e diz que a Opinião Pública deve ser menos severa com a safadeza, pois uma coisa é um crime sério de desvio de dinheiro público, outra coisa é o "mero" lobby (tráfico de influência) ou um "simples" telefonema pedindo um favor para um amigo ou parente.

Parece que o Maluf anda fazendo escola, pois quando se trata de defender os amigos ou aliados de ocasião, se não matar pode estuprar que é mera contravenção.

Êta, Brasil! Se fosse um país medianamente sério já teriam rolado muitas cabeças.

É so por hoje, mas ficaremos antenados com os desdobramentos do caso.



Escrito por Paulo às 10h41
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Cadê a minha quota? - II

Era brincadeira, gente! Quando reclamei das quotas para os obsoletos (23.06) eu simplesmente fazia ironia com a mania nacional de resgatar as injustiças do passado criando novos injustiças no presente.

Não creio que quotas possam representar uma solução para o problema dos preteridos, mesmo que a preterição seja por puro preconceito.

Retorno ao tema, pois acaba de ser aprovada, em 16 de julho, pela Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal mais uma lei que pretende aquinhoar os maiores de 50 anos com 5% das quotas destinadas aos cargos públicos em concurso. Agora a matéria deverá ser submetida à Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Ocorre que a política de quotas é odiosa e resulta apenas em mais preconceito, gera rancores entre classes, categorias ou espécias de indivíduos e acaba não resolvendo o problema. É mais ou menos como tampar um buraco com a terra do buraco ao lado.

Bastaria que levássemos a sério o ditame constitucional de que "todos são iguais perante a lei". Ou, como pontificou Ruy Barbosa, "a igualdade consiste em aquinhoar os desiguais desigualmente, na proporção de sua desigualdade". E a desigualdade, no caso dos exames vestibulares, há que ser a capacidade e não a cor da pele, assim como no serviço público, as provas e títulos apresentados pelo candidato, independentemente de sua idade.

É sabido, no entanto, que no serviço público muitos candidatos que são bem sucedidos nas provas, acabam sendo barrados nos exames orais ou nas entrevistas finais apenas pelo odioso critério da idade. Para solucionar ou minimizar o fato, bastaria que os examinadores ou entrevistadores fossem obrigados a apresentar avaliações objetivas dos candidatos, ao invés de lançar mão de critérios subjetivos. E que se concedesse aos candidatos o direito de se manifestarem a respeito das avaliações da banca examinadora, com o competente recurso.

Pelo amor de Deus, menos quotas e mais criatividade, senhores legisladores!

Volto ao assunto a qualquer momento em edição extraordinária.

 



Escrito por Paulo às 12h28
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